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Colaboradores da área de Manutenção da CBTU - Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Maceió retornaram de Santa Catarina esta semana após visita técnica à ABPF - Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, a qual é responsável pelos passeios de trens turísticos naquele estado, incluindo locomotivas a vapor. 

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Da esquerda para a direita: Gouveia, Aurélio, Cristhian e Wagner

 

O coordenador de Manutenção, Aurélio Santiago, o supervisor de Oficina e maquinista, Kreslerson Carlson de Gouveia, o engenheiro mecânico Wagner Peixoto, e o técnico em Mecânica, Cristhian Enderson Lima Souza, foram recebidos pelo vice presidente nacional da ABPF, Marlon Ilg, pelo diretor tesoureiro, James Ilg, e pelo coordenador da Oficina de Manutenção e Restauração da ABPF Regional Sul, Everaldo Pilz.

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Membros da ABPF e funcionários da CBTU na estação de Rio Negrinho

 

A equipe da CBTU  visitou a oficina de manutenção de Rio Negrinho, local onde ocorre um dos passeios de locomotivas a vapor mais antigos do País e mais completos. Foram conhecer as iniciativas praticadas na reforma e construção principalmente de peças mais antigas, as quais não há produção industrial. 

 

Também fizeram o passeio  na Maria Fumaça, uma máquina de 1945, de Rio Negrinho até Corupá, um trajeto de 60 quilômetros, percorrido em cerca de seis horas,  que passa pela Serra do Mar, entre montanhas, rios, cachoeiras e túneis.  

 

A ABPF atua em vários estados do Brasil, mas mantém uma das suas oficinas para manutenção das locomotivas centenárias em Rio Negrinho, bem como um pequeno museu que preserva peças antigas que ajudam a compor um cenário histórico bem representado pela Maria Fumaça. 

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Locomotiva de 1950 ainda em circulação

 

Para o superintendente de Trens Urbanos, Carlos Jorge, a CBTU Maceió tem uma relíquia, um verdadeiro tesouro, a Maria Fumaça, uma locomotiva de 92 anos, de origem alemã, a única no Nordeste que está se preparando para atuar como trem turístico. “Essa viagem técnica foi fundamental para a nossa equipe que está se debruçando com afinco para devolver a Maria Fumaça aos trilhos de Alagoas. Essa missão não é tarefa fácil pois a locomotiva centenária tem muitas especificidades que hoje são desconhecidas da maioria dos técnicos. Trocar experiência com a ABPF é um diferencial, pois eles têm expertise e know how com trens antigos e novos”, disse. 

 

Segundo o coordenador de Manutenção, Aurélio Santiago, a viagem foi importante porque  proporcionou conhecer in loco uma realidade e uma prática sobre as quais a CBTU Maceió está se preparando para atuar, que é a de operar uma locomotiva centenária, com todos os desafios que representa colocar uma máquina a vapor para funcionar como passeio turístico, podendo entender algumas particularidades e as soluções apresentadas pelos técnicos da ABPF. “Essa oportunidade vai nos proporcionar mais segurança na execução como também poder rever alguns procedimentos e implementar outros”, completou. 

 

Uma das experiências que chamou a atenção do maquinista Kreslerson Gouveia foi o sistema de freios utilizado pelos técnicos de Rio Negrinho. “A solução encontrada pela equipe da ABPF nos abriu um leque de possibilidades de novos testes”, disse Gouveia. 

 

Maceió, 22 de setembro de 2021.

 

Ana Cristina de Moraes Sampaio

Assessoria de Comunicação

COMAK - CBTU Maceió

 


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